Em NOVA CANTU – O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) promoveu, na última quarta-feira (04), uma oficina prática voltada para a produção de bioinsumos no município de Nova Cantu. Realizado com o apoio da Prefeitura Municipal, o evento reuniu 20 produtores rurais que atuam fortemente nos setores de olericultura e fruticultura, com destaque para o cultivo de pepino, tomate e maracujá.
A capacitação adotou a metodologia da Extensão Rural: o “aprender a fazer fazendo”. Sob a condução do técnico do IDR-Paraná Antônio Pádua, os agricultores deixaram a teoria de lado e passaram à ação direta, manipulando materiais e aplicando técnicas que podem ser replicadas diretamente em suas propriedades.
O segredo do Bokashi – O grande destaque do treinamento foi a produção do Bokashi, um fertilizante orgânico de origem japonesa cujo nome significa "matéria orgânica fermentada". Conhecido por sua versatilidade, o Bokashi se diferencia da compostagem comum — que exige oxigênio e meses para ficar pronta — por passar por um processo acelerado de fermentação conduzido por micro-organismos eficientes, como bactérias, leveduras e fungos benéficos.
“Esses insumos de origem biológica melhoram a produção, a proteção e a qualidade dos cultivos”, explicou Pádua. “Eles contribuem diretamente para a nutrição das plantas, o controle biológico de pragas e doenças e a saúde da terra, sendo fundamentais para uma atividade agrícola sustentável.”
O composto funciona como um alimento completo para o solo e para a planta, liberando macronutrientes e micronutrientes de forma gradual. Além disso, ativa a vida microbiana na região das raízes, criando uma barreira natural que ajuda a proteger as lavouras contra doenças.
Sustentabilidade e bolso cheio – De acordo com o extensionista municipal do IDR-Paraná em Nova Cantu, Fernando Ananias Tunes, o uso de bioinsumos é uma tendência que une preservação ambiental e inteligência financeira. Os bioinsumos vêm ganhando cada vez mais espaço na agricultura como uma alternativa sustentável e econômica. Além de recuperarem o solo, eles aumentam a disponibilidade de nutrientes e diminuem a dependência de fertilizantes químicos de alto custo, pontuou Tunes. O resultado prático disso é a redução no custo final de produção, menor impacto ao meio ambiente e uma rentabilidade muito maior para o produtor rural concluiu o extensionista.
Fonte - unidade de extensão rural do IDR-Paraná de Nova Cantu.







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