Especialista ensina a reorganizar os hábitos, diminuir o uso de dispositivos eletrônicos e melhorar a convivência familiar
Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, o debate sobre o tempo que elas passam em frente aos dispositivos eletrônicos ganha ainda mais relevância. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os limites de exposição variam conforme a idade: zero para menores de dois anos, até uma hora para a faixa de 2 a 5 anos, e no máximo duas horas para o grupo entre 6 e 10 anos.
“O grande desafio das famílias é ensinar o consumo equilibrado. A chave está em estabelecer combinados claros e garantir que a tecnologia não substitua vivências fundamentais para o desenvolvimento infantil”, explica Mariana Cristina de Oliveira, psicopedagoga do Colégio Integrado de Campo Mourão (PR).
A especialista alerta que o crescimento cognitivo, emocional, motor e social exige interações reais. O uso excessivo do ambiente digital prejudica pilares fundamentais, impactando negativamente áreas como:
· Desenvolvimento integral: As crianças precisam brincar, correr, imaginar, criar, resolver problemas e conviver com outras pessoas. A passividade tecnológica bloqueia essas experiências,
· Saúde física e mental: A hiperconectividade afeta a qualidade do sono, a atenção e a aprendizagem, além de afastar o indivíduo da prática esportiva,
· Autorregulação emocional: O abuso de aparelhos pode gerar irritabilidade (especialmente durante a retirada do equipamento), dificultar a aceitação do “não”, diminuir a tolerância à frustração e a capacidade de esperar,
· Interações sociais: Menos tempo online significa mais espaço para diálogos, brincadeiras coletivas e convivência familiar.
“O equilíbrio não está apenas em controlar os horários, mas em garantir que a tela não ocupe o lugar das experiências essenciais”, resume Mariana. Ela sugere que os responsáveis sempre reflitam sobre o que a criança está deixando de fazer (como dormir ou se exercitar) enquanto está conectada.
Estratégias para o cotidiano familiar
Para ajudar os pais na missão de mediar essa relação, a psicopedagoga do Colégio Integrado lista cinco táticas para organizar a rotina de forma efetiva:
1) Regras e zonas livres: Evite o uso de celulares na mesa de jantar e nos quartos. Defina horários de total desconexão, como desligar os aparelhos uma hora antes de dormir
2) Escreva o que foi tratado: Fazer um tipo de “contrato familiar” ajuda a deixar os combinados e as consequências visíveis a todos,
3) Gerenciamento de tempo: Utilize cronômetros ou alarmes visuais para avisar quando o período acabar. Além disso, condicione o acesso à conclusão prévia das tarefas escolares e ative o controle parental para bloqueios automáticos,
4) Oferta de alternativas: Substitua a internet por um rodízio de brinquedos, promova passeios ao ar livre e institua um dia na semana para a “noite dos jogos de tabuleiro”. Também é importante permitir que a criança sinta tédio, pois isso estimula a criatividade,
5) Exemplo e mediação: Os adultos são os maiores modelos. Reduza o próprio uso desses equipamentos perto dos filhos e, quando utilizarem a tecnologia, tentem assistir ou jogar juntos para debater o conteúdo.
A teoria na prática
A eficácia dessas estratégias se comprovou na casa de Ray Nowasco, mãe de Mateus, de 6 anos, aluno do Grupo 5B do Colégio Integrado. No início deste ano, ao perceber que a exposição digital do filho estava saindo do controle, ela e o marido decidiram interferir ativamente.
A regra de maior sucesso implementada pela família foi o “Quadro de Rotina”. Nele, Mateus visualiza claramente as tarefas diárias e o período permitido para o tablet ou celular. O método funciona com um sistema de recompensas: a cada meta alcançada, o estudante coloca uma “carinha feliz” no painel.
A iniciativa deu tão certo que o próprio menino se esforça diariamente para não registrar nenhuma “carinha triste”. Além disso, as mães da vizinhança criaram um grupo de mensagens para coordenar horários em que os pequenos possam brincar livremente na rua, sempre sob supervisão conjunta.
Mais conexão real, menos ansiedade
Os benefícios para Mateus foram nítidos e imediatos. Ray relata que o garoto ficou menos ansioso e passou a usar a criatividade nos momentos de lazer. “Hoje, ele cultiva o hábito da leitura diária, pratica natação e judô e aproveita atividades diversificadas em casa, como contação de histórias, circuitos de bicicleta elaborados pelo pai e até o preparo de receitas na cozinha”.
Profissional de Educação Física, a mãe reconhece que a correria diária muitas vezes transforma o smartphone em uma “babá eletrônica” tentadora para manter a criança quieta. No entanto, o esforço da presença ativa recompensou a todos.
“Não foi uma mudança do dia para a noite. A ideia foi encontrar um equilíbrio e mostrar a ele que existem muitas outras coisas legais para fazer. No final, percebemos que não estamos apenas diminuindo o tempo de tela, mas ganhando mais tempo juntos”, conclui Ray Nowasco.
“Com diálogo aberto e alguns ajustes no dia a dia, é possível melhorar o relacionamento familiar, reduzir o tempo de tela e incentivar outras atividades que contribuem para o desenvolvimento saudável”, complementa a psicopedagoga do Colégio Integrado, Mariana Cristina de Oliveira.
Fundado em 1986, o Colégio Integrado atua nos segmentos de berçário, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e pré-vestibular, proporcionando um aprendizado dinâmico, repleto de experiências hands-on e projetos de aprendizagem inovadores com valores para transformar o indivíduo e a sociedade.
O Colégio Integrado vem inovando e se renovando, buscando sempre oferecer aos seus estudantes o que há de melhor no segmento educacional. E foi com esse pensamento que em 2022, passou a posicionar-se como um Ecossistema de Formação, isto é, um conjunto completo e integrado de serviços e soluções educacionais.
Desde 2026, o Colégio Integrado adota o Currículo Be; um programa de educação bilíngue da Educação Infantil (G3) ao Ensino Fundamental (9º ano) que auxilia os estudantes a se tornarem fluentes em duas línguas de maneira natural, orgânica e consistente por meio de experimentos práticos e da vivência escolar diária, em vez de ter o ensino do inglês de maneira isolada.
O Colégio Integrado é a primeira e única instituição de Campo Mourão e região a utilizar esse modelo de ensino.
Sugestão de legenda
Psicopedagoga diz que ensinar o consumo equilibrado das telas ajuda a melhorar a convivência familiar; “Quadro de Rotina” ajudou a família Nowasco a ficar mais próxima do filho de 6 anos.
Fotos - Magnific
Relacionamento com a imprensa | www.grupointegrado.br
mem_e_mem_agencia_de_noticias
.png)







































0 Comentários