A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a abordagem de uma menina de 11 anos quando voltava da escola, em Cascavel. O homem de 42 anos apontado como responsável foi indiciado por sequestro e cárcere privado qualificado.
O caso aconteceu na noite de 24 de setembro, na Avenida Piquiri, região do bairro Brasmadeira. Na semana passada, a mãe da criança e um vizinho que acompanhou parte da ocorrência conversaram com a Catve e relataram os momentos de tensão até a menina conseguir deixar o veículo.
Conforme a investigação conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), o suspeito dirigia um veículo cadastrado em aplicativo de transporte quando abordou a menina.
Segundo a Polícia Civil, ele teria atraído a criança e a obrigado a entrar no automóvel. A menina permaneceu dentro do carro por aproximadamente três quadras.
A movimentação chamou a atenção de pessoas que estavam na região. O vizinho percebeu a situação e fez sinal para que o motorista parasse. Um casal que passava pela avenida também começou a buzinar e outras pessoas intervieram. Diante da reação, o carro parou e a criança conseguiu sair.
Na ocasião, a mãe contou à Catve que soube do ocorrido após receber uma ligação do vizinho enquanto ainda estava no trabalho.
"Ele me ligou: 'Você consegue sair mais cedo do serviço? Precisa resolver uma coisa que aconteceu.' Daí eu já me apavorei no serviço. Aí ele falou assim: 'Não, aconteceu uma coisa... tentaram sequestrar ela'", relatou.
A mãe também falou sobre o impacto provocado pelo episódio.
"Bem desesperada, eu estou em choque. Não sei nem como estou aqui ainda, porque estou em choque. Nunca pensei que ia passar por isso", afirmou.
Imagens e testemunhas ajudaram na investigação
Após o caso chegar ao Nucria, a Polícia Civil ouviu a criança, familiares e testemunhas que presenciaram a movimentação.
Algumas dessas pessoas acompanharam o veículo durante parte do trajeto. Imagens relacionadas à ocorrência também foram obtidas e passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores.
A vítima e as testemunhas participaram ainda de reconhecimento fotográfico. Conforme a PCPR, todos apontaram o mesmo homem como suspeito.
O investigado compareceu voluntariamente à unidade policial e apresentou a própria versão sobre o episódio. Segundo a Polícia Civil, entretanto, o relato não encontrou respaldo nas demais provas reunidas durante o inquérito.
Com a conclusão das diligências, o homem foi indiciado por sequestro e cárcere privado qualificado em razão de a vítima ser menor de 18 anos.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
A identidade da menina permanece preservada.
Fonte: Catve
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