Passados 50 anos, a data é celebrada em um evento promovido pela Coamo, Prefeitura de Campo Mourão e Associação dos Engenheiros Agrônomos, reunindo lideranças, produtores rurais e profissionais do setor para relembrar um movimento que contribuiu para transformar a agricultura paranaense e brasileira. Para marcar o momento, foi descerrada uma placa comemorativa com a presença do presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, do prefeito de Campo Mourão, Douglas Fabrício, do presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão, José Petruise Ferreira Junior, do presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, dos cooperados Ricardo Calderari, Antônio Álvaro Massaretto, Martin Kaiser, Joaquim Montans e a vice-prefeita, Fátima Nunes.
Durante o evento, o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão, José Petruise Ferreira Junior, lembrou que a conservação do solo foi fundamental para o desenvolvimento agrícola da região. Ele destacou que, nas décadas de 1950, 1960 e 1970, os produtores conviviam com solos de baixa fertilidade e elevado risco de erosão, realidade que começou a mudar com a introdução de novas técnicas de manejo e conservação.
Para Petruise, a união entre pesquisa, cooperativismo, produtores rurais e políticas públicas tornou possível a construção de um modelo produtivo que hoje coloca Campo Mourão entre as referências da agricultura brasileira. "Foi graças à adoção do sistema de plantio direto e das práticas conservacionistas que alcançamos a evolução observada hoje no sistema produtivo. O que antes era uma região marcada por limitações de fertilidade transformou-se em um importante celeiro produtor de alimentos", afirmou
O idealizador e presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, acompanhou de perto toda a transformação promovida. Para ele, a rápida adoção das novas tecnologias pelos agricultores foi decisiva para o sucesso das práticas conservacionistas. "Eu sempre digo que o agricultor é muito inteligente. Quando uma nova tecnologia se mostra eficiente, rapidamente todos passam a adotá-la."
Ao celebrar os 50 anos do Plano Nacional de Conservação de Solos, Campo Mourão Gallassini relembra um momento que marcou a história da agricultura brasileira e reforça uma mensagem que permanece atual: cuidar do solo é garantir as próximas gerações de produtores e a continuidade da produção de alimentos.
“O lançamento do Plano Nacional de Conservação de Solos há 50 anos foi um marco que transformou terras ácidas e fracas em algumas das mais férteis e produtivas do país, tendo como coroação de êxito a chegada do plantio direto. Hoje, o nosso grande desafio é manter esses resultados, com o apoio de mais de 400 técnicos no campo, reforçamos a importância do manejo constante, com análises de solo e correção de acidez e nutrientes, garantindo que o produtor mantenha altas produtividades e boa rentabilidade econômica de forma sustentável”, destacou o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini.
Ana Paula Bento Pelissari Smith
Supervisora de Comunicação (ASSECOM)
Coamo Agroindustrial Cooperativa
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