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Audiência Pública debateu ações em prol da causa animal em Roncador

 

Por Jorge Tolim

Aconteceu na Câmara de Vereadores de Roncador, nesta quarta-feira, 08 de abril, uma importante Audiência Pública que discutiu ações e buscou soluções em prol da causa animal no município de Roncador.

O encontro teve início às 18h e reuniu moradores, autoridades — com a presença da prefeita Dra. Marília P. Bento Gonçalves —, do presidente da Câmara, Amadeu Elizio dos Santos, e dos vereadores Jenauro Hruba, Flávio Cesar Onesko (Formigão), Cidinho, Irene Kozak e Antonio Martins, além de lideranças e representantes da sociedade civil interessados no tema.

Logo no início, o promotor passou a palavra ao munícipe João Felipe Ananias, integrante da OPAR - Organização de Proteção dos Animais de Roncador e um dos responsáveis pela realização da audiência. Na oportunidade, ele destacou a importância do apoio do município, ressaltando a necessidade de mais ajuda à entidade, que conta com diversos voluntários. Também solicitou esclarecimentos sobre a atuação dos veterinários da prefeitura, enfatizando que toda e qualquer ajuda é bem-vinda.

A iniciativa foi promovida pelo Ministério Público do Paraná, por meio do promotor de Justiça Gabriel Santos Pereira Paquielli, titular da Comarca de Iretama. A audiência teve como base um procedimento administrativo que visa fortalecer políticas públicas e medidas de proteção aos animais.

Conforme destacou o Procurador do município Dr, Antonio Marcos Rosa, em 2025 o município repassou R$ 29.047,38 para cada uma das associações de proteção animal, valor que será ampliado para R$ 33.000,00 em 2026, mediante projeto de lei encaminhado para garantir o custeio dos Termos de Fomento.

Pelo plano de trabalho, a APASLA - Associação de Proteção aos Animais São Lázaro é responsável pelo acolhimento e alimentação dos animais — atualmente com 27 cães e 3 gatos —, incluindo despesas como aluguel do abrigo. Já a OPAR - Organização de Proteção dos Animais de Roncador atua no atendimento de animais nas ruas, com medicação, castrações e outros cuidados.

Também foi sugerido que as entidades busquem cadastro junto ao Conselho da Comunidade, possibilitando acesso a mão de obra de apenados em regime de prestação de serviços e recursos oriundos de penas pecuniárias.

O promotor ressaltou que o município já adota medidas importantes, como legislação que prevê multas para maus-tratos. Por outro lado, apontou limitações, como a impossibilidade de disponibilização de veterinários fora de suas atribuições e a inviabilidade, neste momento, da construção de um canil municipal.

Como alternativa futura, foi mencionada a possibilidade de convênio com o município de Iretama, onde está em construção um canil por determinação judicial, para eventual acolhimento de animais de Roncador — proposta que ainda será analisada.

A audiência foi considerada um primeiro passo importante, marcado pelo diálogo e união entre poder público e sociedade civil, com foco no fortalecimento das ações de proteção animal no município.

“Uma cidade que protege seus animais demonstra o valor da sua humanidade — o futuro também depende das atitudes que tomamos hoje.”





 



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