O manejo reprodutivo é um dos principais fatores que determinam a eficiência produtiva na bovinocultura leiteira. A adoção de tecnologias, aliada ao uso de genética adaptada, tem permitido avanços significativos nas propriedades assistidas pelo IDR-Paraná no município de Peabiru (PR).
As ações desenvolvidas evidenciam resultados expressivos, especialmente no uso do reprodutor da raça Purunã, associado ao diagnóstico precoce por ultrassonografia. A taxa de prenhez é um dos principais indicadores de eficiência reprodutiva, refletindo diretamente o manejo nutricional, sanitário e genético do rebanho. Índices elevados de prenhez indicam maior eficiência produtiva e melhor retorno econômico ao produtor.
A utilização de reprodutores melhorados, como os da raça Purunã — desenvolvida para produção de carne com boa adaptação às condições do Sul do Brasil — contribui para elevar os índices reprodutivos quando associados a um manejo adequado. A ultrassonografia reprodutiva permite o diagnóstico precoce de gestação e avaliação da eficiência das coberturas, sendo ferramenta essencial no monitoramento dos resultados.
O equipamento utilizado nas ações foi adquirido por meio do programa AISA, em parceria com a Itaipu Binacional, fortalecendo a assistência técnica regional. As atividades contemplaram duas propriedades no município de Peabiru. Na propriedade da produtora Elisangela Cristina Festi, referência na produção de queijos, participante do Concurso Queijo Brasil, onde conquistou o 3º lugar por dois anos consecutivos (2024 e 2025), evidenciando a qualidade de sua produção.
No âmbito reprodutivo, os exames realizados indicaram que 100% das vacas avaliadas estavam prenhes, demonstrando elevado nível de manejo zootécnico e sanitário. Na propriedade do produtor Mario Fernandes Gutierres (“Daio”), da comunidade Placa União, foi avaliado o desempenho reprodutivo de um touro da raça Purunã, cedido pelo IDR-IAPAR-EMATER. Foram registradas 9 coberturas, todas confirmadas como prenhes por meio de exame de ultrassonografia, resultando em: Taxa de prenhez do reprodutor Purunã: 100% (9/9), esse resultado é altamente expressivo, demonstrando: Alta eficiência do reprodutor utilizado; Adequação do manejo das matrizes; Condições sanitárias e nutricionais favoráveis; Precisão na condução das coberturas.
Durante os atendimentos, a extensionista Ana Carolina Moysa Ferreira de Mamborê realizou os diagnósticos com ultrassonografia e previu o início dos nascimentos para o mês de julho, permitindo melhor planejamento das atividades nas propriedades. “Os resultados obtidos demonstram que, quando associamos genética adaptada, manejo adequado e diagnóstico preciso, é possível atingir índices máximos de eficiência reprodutiva no campo.”Comentou Ana.
Diante dos resultados obtidos, o IDR-Paraná incentiva o uso de reprodutores geneticamente superiores, como o Purunã; assistência técnica de qualidade; fomento as agroindústrias familiares como fonte de melhorar agregação de valor e renda na propriedade. Assim o IDR-Paraná reforça o potencial da agricultura familiar em prol do desenvolvimento sustentável.
Fonte - Unidade de extensão rural do IDR-Paraná de Peabiru.
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