
Em 2025, foram confirmados 11 casos de Mpox na capital gaúcha (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
A Organização Mundial da Saúde reconheceu a circulação de uma nova cepa de Mpox no exterior. Além disso, um caso confirmado em Porto Alegre acendeu alerta no Brasil.
Na terça-feira, 17, durante o Carnaval, autoridades confirmaram um novo caso de Mpox na capital gaúcha. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, o paciente contraiu a doença fora do estado.
Até o momento, as autoridades não identificaram a variante responsável pela infecção. Além disso, não divulgaram detalhes sobre o estado de saúde do homem.
No entanto, o período de Carnaval preocupa especialistas. Como há grandes aglomerações e contato próximo, o risco de transmissão aumenta. Por isso, a orientação é reforçar a vigilância e a atenção aos sintomas.
Entre os principais sinais de Mpox estão febre, dores no corpo e inchaço dos gânglios. Além disso, lesões na pele também podem surgir. Ao perceber sintomas, a recomendação é buscar atendimento médico e evitar contato próximo.
Nova cepa recombinante reconhecida pela OMS
No sábado, 14, a OMS confirmou a circulação de uma nova cepa recombinante do vírus MPXV. A variante resulta da combinação dos clados Ib e IIb.
A decisão ocorreu após a confirmação de dois casos recentes. O primeiro surgiu em dezembro de 2025, no Reino Unido. O paciente tinha histórico de viagem ao Sudeste Asiático.
O segundo caso foi confirmado na Índia, em 13 de janeiro deste ano. A pessoa havia viajado para um país da Península Arábica, onde reside.
A análise genômica mostrou que ambos foram infectados pela mesma cepa recombinante. Segundo a OMS, a semelhança genética chegou a 99,9%. Como os registros ocorreram com semanas de diferença, a agência sugere possível subnotificação.
Clinicamente, os dois pacientes apresentaram sintomas semelhantes aos de outros clados. Além disso, nenhum evoluiu para quadro grave.
Vigilância global e investigação em curso
A OMS informou que a origem da recombinação ainda é desconhecida. Entretanto, a circulação do vírus já envolve pelo menos quatro países.
Como os casos têm alta similaridade genética, a agência avalia que a variante pode estar mais disseminada. Além disso, destaca que testes convencionais podem não detectar vírus recombinantes.
Por isso, o sequenciamento genômico torna-se essencial para confirmação. Nos dois casos identificados, o rastreamento de contatos foi concluído. Ainda assim, não houve registro de infecções secundárias.
A OMS mantém a avaliação de risco e reforça a vigilância global. Segundo o órgão, a recombinação é um processo natural. Ela ocorre quando dois vírus relacionados infectam o mesmo indivíduo e trocam material genético.
Com informações: RIC
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