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Filho de brasileiros é sequestrado no Paraguai; confira bilhete deixado por facção

 

Imagem de Almir de Brum


A vida do seu filho está em suas mãos, diz grupo criminoso


Almir de Brum, de 32 anos, foi sequestrado no último fim de semana na divisa entre os departamentos de Canindeyú e Caaguazú, no Paraguai. Filho de agricultores brasileiros, ele foi capturado em uma área rural próxima à fronteira seca com Mato Grosso do Sul.

O desaparecimento ocorreu em uma região considerada sensível pelas autoridades paraguaias devido à atuação de grupos armados.

No local do sequestro, investigadores encontraram um bilhete assinado pelo grupo autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), organização que afirma lutar contra o Estado paraguaio e possui histórico de sequestros em áreas rurais do país.

Confira o que diz o bilhete:

"Seu filho foi sequestrado pelo Exército dos Povos Paraguaios, o EPP. Você deve agora esperar por nossas instruções e seguir estritamente todas as exigências impostas pela guerrilha.

A vida de seu filho agora está em suas mãos, somente cooperando conosco conseguirá ser libertado. Estamos avisando que nem a FTC (Força Tarefa Conjunta) nem todo o aparato de segurança ofertado pelo governo resolverá o caso e não garantimos a recuperação de seu filho com vida."

Até o momento, não há informações sobre pedido de resgate ou outras exigências por parte dos sequestradores.

Como medida preventiva, o Ministério Público do Paraguai determinou o bloqueio das contas bancárias da família de Almir, com o objetivo de evitar eventual pagamento de resgate enquanto as investigações seguem em andamento.

Militares e policiais mantêm operações na região na tentativa de localizar o paradeiro do brasileiro. Até agora, não houve confirmação de contato recente dos sequestradores nem informações oficiais sobre o estado de saúde da vítima.

Nota do Ministério da Defesa Nacional

O ministro da Defesa Nacional do Paraguai, Óscar González, acompanhado do comandante das Forças Militares, César Moreno, do comandante do Comando de Operações de Defesa Interna (CODI), general Alberto Gaona, e do comandante do Batalhão de Inteligência Militar (BIMI), coronel Carlos Casco, realizou visita à família De Brum para acompanhar de perto a situação relacionada ao desaparecimento de Almir de Brum.

Durante o encontro, as autoridades informaram sobre os trabalhos em andamento conduzidos pela Força de Tarefa Conjunta (FTC) e reforçaram que as operações seguem ativas na região.

Em nome do presidente da República e comandante-em-chefe das Forças Armadas, Santiago Peña, o ministro transmitiu à família o compromisso do Governo do Paraguai, afirmando que todos os recursos do Estado estão sendo empregados com o máximo esforço para alcançar a libertação do cidadão desaparecido.

Também participaram da visita o subchefe de Antissequestro, subcomissário Marcial Castillo, e o diretor da Polícia de Caaguazú, comissário-geral Jorge Aquino.

Fonte: catve 

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