A manhã desta sexta-feira (28) foi marcada por um momento histórico para a Coamo Agroindustrial Cooperativa. Em solenidade realizada no parque industrial às margens da BR-487, em Campo Mourão, a cooperativa comemorou seus 55 anos de fundação e inaugurou um monumento alusivo aos 50 anos de sua agroindustrialização. O evento reuniu dezenas de profissionais da imprensa, membros da diretoria, cooperados e funcionários.
A Coamo iniciou seu processo de industrialização em 1975, com um pequeno moinho de trigo. De lá para cá, construiu uma trajetória de desenvolvimento, inovação e expansão que hoje a coloca como a maior cooperativa da América Latina. Para o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, o monumento simboliza a consolidação desse ciclo de cinco décadas.
“Este marco reforça a importância histórica do caminho iniciado em 1975. Agora, com as novas indústrias, entramos em uma nova fase da nossa história”, destacou Gallassini. A data também remete aos 55 anos de fundação da cooperativa, criada em 28 de novembro de 1970, e aos 50 anos da Fazenda Experimental, um dos pilares no desenvolvimento de tecnologias agrícolas para os cooperados.
A industrialização, iniciada ainda nos anos 1970, evoluiu rapidamente. O antigo moinho de trigo deu lugar a um complexo industrial robusto, que hoje conta com 12 indústrias — número que chegará a 14 com a futura planta de biodiesel em Paranaguá. Além disso, está em construção, em Campo Mourão, uma fábrica de etanol de milho orçada em R$ 1,667 bilhão, prevista para ser concluída no final de 2026.
Galinari destacou que somente em 2025 os investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões. A fábrica de etanol já emprega mais de 500 trabalhadores, podendo chegar a 2 mil no pico da obra. Em Paranaguá, a unidade de biodiesel segue em fase de terraplanagem, com previsão de operação para 2027.
Confira vídeo de Dr. Aroldo Gallassini
A Coamo também avança na produção de bioenergia. A futura unidade de etanol e a planta de biodiesel, somadas à cogeração de energia elétrica, poderão gerar até 30 megawatts, suficientes para abastecer todo o parque industrial de Campo Mourão.
A cooperativa atua em três grandes frentes:
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commodities (grãos, farelo e óleo bruto),
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alimentos (para consumo humano e animal),
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bioenergia, com os futuros projetos de etanol e biodiesel.
Ao todo, são 12 gerentes industriais e 1.700 colaboradores diretamente envolvidos nas operações fabris.
Segundo Gallassini, cerca de 400 engenheiros agrônomos prestam assistência técnica aos cooperados, garantindo suporte em insumos, manejo e sanidade animal.
Evolução da industrialização da Coamo
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1975 – Moinho de trigo (Campo Mourão)
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1981 – Indústria de processamento de soja (Campo Mourão)
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1985 – Fiação de algodão (Campo Mourão)
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1990 – Processamento de soja e terminal portuário (Paranaguá)
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1996 – Refinaria de óleo (Campo Mourão)
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1999 – Hidrogenação (Campo Mourão)
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2000 – Margarina e gordura vegetal (Campo Mourão)
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2009 – Torrefação e moagem de café (Campo Mourão)
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2015 – Moinho de trigo (Campo Mourão)
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2019 – Processamento de soja e refinaria de óleo (Dourados-MS)
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2024 – Indústria de rações e lançamento da pedra fundamental da fábrica de etanol de milho (Campo Mourão)
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2025 – 50 anos da agroindustrialização da Coamo.
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