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Coamo comemora 55 anos de fundação e inaugura monumento pelos 50 anos da industrialização

A manhã desta sexta-feira (28) foi marcada por um momento histórico para a Coamo Agroindustrial Cooperativa. Em solenidade realizada no parque industrial às margens da BR-487, em Campo Mourão, a cooperativa comemorou seus 55 anos de fundação e inaugurou um monumento alusivo aos 50 anos de sua agroindustrialização. O evento reuniu dezenas de profissionais da imprensa, membros da diretoria, cooperados e funcionários.

A Coamo iniciou seu processo de industrialização em 1975, com um pequeno moinho de trigo. De lá para cá, construiu uma trajetória de desenvolvimento, inovação e expansão que hoje a coloca como a maior cooperativa da América Latina. Para o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, o monumento simboliza a consolidação desse ciclo de cinco décadas.

“Este marco reforça a importância histórica do caminho iniciado em 1975. Agora, com as novas indústrias, entramos em uma nova fase da nossa história”, destacou Gallassini. A data também remete aos 55 anos de fundação da cooperativa, criada em 28 de novembro de 1970, e aos 50 anos da Fazenda Experimental, um dos pilares no desenvolvimento de tecnologias agrícolas para os cooperados.

Crescimento baseado em inovação e desenvolvimento do campo
Atualmente, a Coamo reúne 32.700 cooperados, sendo mais de 70% pequenos e médios produtores. A força de trabalho soma mais de 11 mil funcionários diretos, além de cerca de 3 mil indiretos. Segundo a cooperativa, mais de 70 profissões compõem sua estrutura industrial e administrativa.


Durante a solenidade, Gallassini fez um resgate histórico, lembrando o cenário desafiador enfrentado pelos 79 agricultores fundadores. “Não tinha nada. A região era tomada pelo pinheiro, o solo era ácido e havia pouquíssima mecanização. Cinco tratores em toda a região. Fomos corrigindo o solo, abrindo espaço e atraindo agricultores de todo o Brasil”, recordou.

A industrialização, iniciada ainda nos anos 1970, evoluiu rapidamente. O antigo moinho de trigo deu lugar a um complexo industrial robusto, que hoje conta com 12 indústrias — número que chegará a 14 com a futura planta de biodiesel em Paranaguá. Além disso, está em construção, em Campo Mourão, uma fábrica de etanol de milho orçada em R$ 1,667 bilhão, prevista para ser concluída no final de 2026.

Investimentos bilionários e expansão no setor de bioenergia
O presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, destacou que os 50 anos de agroindustrialização representam um modelo estratégico que moldou o futuro da cooperativa. “Imaginar a Coamo, aos 5 anos de vida, já investindo em indústria é algo extremamente moderno. Industrializar foi o caminho certo”, afirmou.

Galinari destacou que somente em 2025 os investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões. A fábrica de etanol já emprega mais de 500 trabalhadores, podendo chegar a 2 mil no pico da obra. Em Paranaguá, a unidade de biodiesel segue em fase de terraplanagem, com previsão de operação para 2027.


Confira vídeo de Dr. Aroldo Gallassini

A Coamo também avança na produção de bioenergia. A futura unidade de etanol e a planta de biodiesel, somadas à cogeração de energia elétrica, poderão gerar até 30 megawatts, suficientes para abastecer todo o parque industrial de Campo Mourão.

Estrutura industrial em expansão
O diretor do Parque Industrial de Campo Mourão, Divaldo Corrêa, informou que a área industrial ocupa 675 hectares e abriga nove indústrias. Atualmente, a produção chega a 4 milhões de toneladas de produtos industrializados por ano. Com a entrada em operação das novas fábricas, esse número deve alcançar 5,5 milhões de toneladas.

A cooperativa atua em três grandes frentes:

  • commodities (grãos, farelo e óleo bruto),

  • alimentos (para consumo humano e animal),

  • bioenergia, com os futuros projetos de etanol e biodiesel.

Ao todo, são 12 gerentes industriais e 1.700 colaboradores diretamente envolvidos nas operações fabris.

Fazenda Experimental: meio século de inovação agrícola
Criada em 1975, a Fazenda Experimental da Coamo completa 50 anos como referência em pesquisa e desenvolvimento. O espaço, considerado um “laboratório a céu aberto”, mantém parcerias com a Embrapa e empresas privadas para testar novas tecnologias, como variedades de milho híbrido, cultivares de soja e técnicas avançadas de manejo de solo.

Segundo Gallassini, cerca de 400 engenheiros agrônomos prestam assistência técnica aos cooperados, garantindo suporte em insumos, manejo e sanidade animal.

Evolução da industrialização da Coamo

  • 1975 – Moinho de trigo (Campo Mourão)

  • 1981 – Indústria de processamento de soja (Campo Mourão)

  • 1985 – Fiação de algodão (Campo Mourão)

  • 1990 – Processamento de soja e terminal portuário (Paranaguá)

  • 1996 – Refinaria de óleo (Campo Mourão)

  • 1999 – Hidrogenação (Campo Mourão)

  • 2000 – Margarina e gordura vegetal (Campo Mourão)

  • 2009 – Torrefação e moagem de café (Campo Mourão)

  • 2015 – Moinho de trigo (Campo Mourão)

  • 2019 – Processamento de soja e refinaria de óleo (Dourados-MS)

  • 2024 – Indústria de rações e lançamento da pedra fundamental da fábrica de etanol de milho (Campo Mourão)

  • 2025 – 50 anos da agroindustrialização da Coamo.



Informações: Walter Pereira - Tribuna do Interior
Imagens: Jorge Tolim 


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