Com um
público de 153 participantes, foi realizado na manhã do dia 06/06/2023, no campus
do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, o 1º Dia de Campo da Cultura
do Feijoeiro, numa parceria do IDR-Paraná e da Embrapa com esta instituição de
ensino. O objetivo foi divulgar e demonstrar o potencial produtivo de 16
diferentes cultivares deste alimento, que não pode faltar na mesa do
brasileiro, sendo 08 cultivares do IDR-Paraná e 08 da Embrapa 2022, 06 do Grupo
Preto, 09 do Carioca e 01 cultivar do Grupo Rajado. Também foram abordados o manejo
fitotécnico da cultura, produtos biológicos para controle de pragas e doenças e
a importância de um adequado manejo de solo para altas produtividades.
Os
participantes puderam comparar lado a lado cada cultivar de feijão, comparando entre
ciclo precoce à ciclo tardio, porte ereto à porte mais prostado, e de atualizar
seus conhecimentos e debater os temas abordados diretamente com pesquisadores
da Embrapa e pesquisadores e extensionistas do IDR – Paraná.
Segundo
o pesquisador Eng. Agr.
Dr. José dos Santos Neto – IDR-Paraná, 01 hectare com a cultura do feijoeiro pode
produzir até 5.000 kg de feijão, porém a média nacional é de apenas 1.100 kg/ha
e a média do estado do Paraná é de 1.600 kg/ha, demonstrando o grande potencial
produtivo deste cultivo. Já o extensionista Eng. Agr. M. Sc. Germano do Rosario
F. Kusdra do IDR-Paraná e o Eng. Agr. Dr. Antônio Marques Souza Neto, falaram
sobre tratamento de sementes e o correto manejo agroquímico da cultura que são
algumas das boas práticas agrícolas disponíveis aos agricultores para melhoria
da produtividade e renda.
Além
de apresentar os cultivares BRS, os pesquisadores da Embrapa, Eng. Agr. Dr.
José Luís Cabrera Diaz e Eng. Agr. Dr. Marco Aurélio Marangon, palestraram
sobre os estádios fonológicos da cultura e cuidados na implantação e condução
da lavoura. Também discorreram sobre a importância da correção da fertilidade
do solo, não apenas química, mas especialmente da estrutura física e dos teores
matéria orgânica. Neste sentido frisaram da necessidade do produtor retomar a
prática do plantio direto com qualidade, ou seja, manter o solo sempre coberto
pela adoção de um bom esquema de rotação de culturas.
Fonte: Unidade de extensão rural do IDR-Paraná de Campo Mourão
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