Com um
público de 120 participantes, foi realizado na manhã do dia 05/11/2022, no
Colégio Agrícola de Campo Mourão o Giro Técnico IDR-Paraná / Embrapa 2022,
abordando temas relevantes para uma produção sustentável de grãos, como o Manejo
de Solos e Água, Manejo Integrado de Pragas (MIP), Manejo Integrado de Doenças
(MID), Inoculação e Coinoculação de Sementes da Soja e Tecnologia de Aplicação
(TA).
Mesmo
com chuva, produtores, estudantes e profissionais da área tiveram a
oportunidade de atualizar seus conhecimentos e debater os temas abordados
diretamente com pesquisadores da Embrapa Soja de Londrina, extensionistas do
IDR-Paraná e profissionais da inciativa privada. A Dra. Claudine Dinali Santos Seixas,
fitopatologista da EMBRAPA, falou sobre o manejo do complexo de doenças da
soja, apresentando dados técnicos e validados em campo na repetição de vários
anos. Comentou que o uso racional de fungicidas vai muito além de gerar
economia nos custos da lavoura, mas também reduzir a possibilidade de
resistência das doenças às moléculas utilizadas e diminuir os riscos ambientais
do uso de produtos químicos. Acrescentou ainda da importância dos coletores de
esporos distribuídos por todas as regiões do Paraná, instrumento este utilizado
para detectar a presença de esporos causadores da Ferrugem da Soja e que podem
ser acompanhados no Site Alerta Ferrugem do IDR-Paraná
Na
mesma linha, porem com o tema Manejo Integrado de Pragas (MIP), Emerson
Crivelaro, entomologista do IDR-PARANÁ, falou sobre o nível de desfolha e
quantidade de lagartas na cultura da soja que não causam dano econômico,
fazendo com que o produtor preserve os “predadores naturais” das pragas e também
reduzindo custo de produção. O mesmo raciocínio vale para os percevejos, sendo
hoje os principais insetos praga da cultura da soja. Acrescentou por fim os
resultados do trabalho de MIP das ultimas 9 safras, com redução média de 50% no
nº de aplicações de inseticidas.
Falando
sobre inoculação e coinoculação de soja, o pesquisador Dr. André Mateus Prando,
falou das vantagens e ganhos de produção utilizando esta tecnologia desenvolvida
pela Embrapa. Destacou que no Brasil não é necessário a adubação nitrogenada na
cultura, por conta das bactérias fixadoras de nitrogênio introduzidas através
da inoculação das mesmas na semente. Já em outros países de clima temperado, há
a necessidade de adubação nitrogenada, elevando os custos de produção da
cultura.
O tema
de manejo e conservação de solos e águas foi abordado pelo técnico do IDR-Paraná,
Luiz Henrique Oliveira Souza, que apresentou as vantagens da rotação de
culturas nos Sistema de Plantio Direto (SPD). Luiz apresentou dados do projeto
AISA – Ações Integradas de Solo e Água, uma parceria entre IDR-Paraná e Itaipu.
Destaque para a Taxa de Infiltração Estável da Água no Solo, parâmetro este
avaliado com um simulador de chuva e que mostra o nível de manejo do solo do
produtor: boas taxas de infiltração indicam maior resistência aos processos
erosivos, maior tolerância aos períodos de estiagem, melhor fertilidade e
maiores ganhos de produtividade na lavoura. Muitos produtores tem uma taxa de
infiltração muito baixa em suas lavouras o que só poderá ser resolvido com a
adoção da rotação de culturas. Com a
diversificação de espécies no sistema e a manutenção da palha na cobertura do
solo, há melhora significativa nas taxas de infiltração.
Fechando
o evento, a Startup de Campo Mourão, Agroflux, apresentou seu equipamento de
aferição das pontas de pulverização, o Fluxin. A inspeção periódica de
pulverizadores é fundamental para garantir a uniformização na aplicação dos
produtos químicos, acertando o alvo com eficiência, sejam pragas, doenças ou
plantas daninhas e reduzindo processos de deriva e contaminação ambiental.
O
evento contou com a participação dos diretores e professores do Colégio Agrícola
e recebeu o apoio das empresas Tuia Agricola, Agromaj e Forseed.
Fonte:
Eliezer Tierling – unidade de extensão rural do IDR-Paraná de Campo Mourão
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