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Alunos da UEM - Maringá têm oportunidade de estagiar em qualquer continente

MATHEUS TEIXEIRA 


Luana Manchenho, formanda em Engenharia Civil, ficou 1 ano na França

Após esforço conjunto de diversas equipes, agora a Universidade Estadual de Maringá (UEM) está com sistema mais simples para a realização de estágio no exterior, tanto o curricular supervisionado (obrigatório) quanto o não obrigatório (opcional), respeitadas as condições sanitárias e de enfrentamento à pandemia. De acordo com a nova resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP), estudantes de graduação e especializações interessados devem preencher um requerimento protocolizado à Divisão de Estágios (ETG) da Pró-Reitoria de Ensino (PEN).

Vânia de Fátima Matias de Souza, assessora da Diretoria de Ensino de Graduação (DEG), conta que, embora o processo esteja facilitado, continuam vigentes questões burocráticas necessárias, como apresentação de documentos pessoais, plano de estágio, termo de compromisso firmado entre a UEM e a unidade do estágio, professor orientador, supervisor in loco, anuência do coordenador de estágio do curso, parecer do Escritório de Cooperação Internacional (ECI), além de seguros de vida e de saúde.

O estágio no exterior sempre é assessorado pelo ECI da UEM, “o qual prestará apoio ao aluno com relação às oportunidades de internacionalização e intermediará acordos internacionais”. Os estagiários deverão arcar com custos de passagens, transporte local, moradia, alimentação e seguros, podendo solicitar à instituição promotora do estágio alguma eventual ajuda de custo. A nova resolução do CEP também prevê que universitários estrangeiros venham ao Brasil para fazer estágio na UEM.

Vivências indescritíveis

Luana Manchenho, que colou grau ontem, (15) em Engenharia Civil pela UEM, sabe bem da importância de um estágio fora! Fez mobilidade internacional de um ano na França, entre julho de 2019 e julho de 2020, com meio ano para aula e meio ano para estágio. Estudou na Universidade de Tecnologia de Compiègne, a pouco mais de uma hora de Paris. O estágio foi na capital, em canteiro de obra. “Foi uma experiência muito boa por ter tido contato com outra cultura, aprimorado meu francês, ter conhecido muitas pessoas e ter ampliado meu campo de visão das oportunidades para além do Brasil. São tantas coisas boas que passei, e também dificuldades que tive que superar e solucionar sozinha, que digo que existe uma Luana antes e outra depois do intercâmbio”.

Matheus Marquezini no Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo

Matheus Marquezini colará grau em Agronomia pela UEM na semana que vem. Como a cerimônia será pela Internet, conseguirá participar, porque está na Bolívia. Em janeiro, ele e quatro colegas de UEM foram lá para estagiar. Mesmo com o estágio tendo terminado em junho, ele resolveu continuar na Bolívia para buscar oportunidades profissionais. “Cresci muito profissionalmente, mas pessoalmente foi o principal. No início, a adaptação foi difícil, mas foi uma experiência completa, que enriquece meu currículo e minha vida”, diz Marquezini, com destaque à vivência cultural e do idioma espanhol.

Formandos em Agronomia tiveram possibilidade de fazer estágio na Bolívia

O também formando em Agronomia Thiago Bento resolveu continuar desbravando a América: da Bolívia foi aos Estados Unidos, onde está há pouco mais de um mês morando em Grand Island, no Estado de Nebraska. Ele é trainee nas Fazendas Layher, na cidade vizinha de Wood River. “As culturas bolivianas e norte-americanas são muito diferentes, mas tanto lá quanto aqui está sendo muito engrandecedor para mim como pessoa e profissional”, aponta Bento, que participa do MAST International da Universidade de Minnesota, programa com duração de até um ano e meio. “Cuido da manutenção e programação da irrigação, avaliação das culturas de milho, soja e milho-semente para a Bayer. Além disso, ajudo na manutenção de maquinário e tudo o que a fazenda necessita”.

Thiago Bento é trainee nas Fazendas Layher, nos Estados Unidos

Renato Leão, assessor do ECI, destaca que toda experiência de mobilidade internacional é transformadora! “Alunos de graduação e de pós-graduação da UEM no exterior e alunos estrangeiros na UEM têm experimentado isso, seja de modo presencial ou remoto. O estágio realizado no exterior acrescenta à vivência em outro país e em outra cultura a experiência profissional em uma instituição ou empresa atuante na arena global. Certamente, será um diferencial na carreira deste profissional”.

Fonte: Matheus Teixeira - UEM Imprensa
Matéria postada pelo jornalista Claudinei Prado - MTPS 23.455/SP e IFJ 674 BR

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