Por unanimidade, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato) decidiu, durante reunião realizada nesta quinta-feira (6) em Curitiba, por oficializar o início da greve da categoria para o próximo dia 17 em todo o Estado. Uma assembleia foi marcada para a quarta-feira desta semana apenas para oficializar a decisão.
Representantes da APP afirmam que a paralisação foi motivada depois das propostas apresentadas pelo governo Temer relacionadas à educação – como a reforma do ensino médio – e o cancelamento do reajuste do funcionalismo público paranaense, projeto já encaminhado pelo governador Beto Richa (PSDB) para votação na Assembleia Legislativa. A matéria prevê a suspensão do pagamento integral da inflação de 2016, item que foi acordado com os professores e que culminou no encerramento dos 74 dias de greve no ano passado.
ABERTO À DIÁLOGOS:
Na noite da última quinta-feira, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, reafirmou, durante reunião com a direção do sindicato dos professores, a disposição do Governo do Paraná para o diálogo com os servidores sobre as questões que impactam a folha de pessoal do Estado. Na ocasião, também, assumiu o compromisso de que nenhuma das mensagens que tratam do orçamento de 2017, encaminhadas na semana passada para a Assembleia Legislativa, será votada antes do final de novembro.
Rossoni argumentou ainda que uma greve neste momento, como articulam os servidores, só causaria prejuízos à população. Outro compromisso firmado pelo chefe da Casa Civil com os representantes do magistério é a realização de uma audiência com a participação de todos os sindicatos de servidores. Na qual, o secretário da Fazenda e técnicos da receita deverão explanar a situação das finanças do Estado. Segundo ele, a intenção do Governo é iniciar os pagamentos de promoções e progressões a partir de janeiro de 2017, a todas as categorias do funcionalismo.
Fonte: O Bonde
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