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Acusado de feminicidio em Iretama é condenado

 


                                                                                                                             Foto/Tribuna da região

No início da noite deste dia 21 de outubro, o Júri Popular na Comarca de Iretama condenou o acusado pela morte de Márcia Ferreira da Silva, a qual foi morta a facadas por seu ex-namorado.

O caso aconteceu em 4 de Março de 2019, na cidade de Iretama e comoveu a cidade e região, além da acusação de Feminicidio, o réu foi condenado pela tentativa de Homicídio de um irmão da vitima. 

A pena final foi de 40 anos e 5 meses de reclusão, a sessão do Júri foi transmitida no YouTube do Tribunal de Justiça do Paraná.

A sentença cabe recurso pela defesa do acusado.

Acesse o julgamento no endereço abaixo: https://youtu.be/WdIuWBkuBsY

Fonte: TJ/PR


Relembre o caso:

Na última sexta-feira (08) comemoramos o Dia Internacional das Mulheres, contudo, a data também deve servir para nos conscientizar sobre a situação da violência de gênero contra as mulheres e as medidas cabíveis pelas vítimas de qualquer violência.

Mesmo sendo muito comemorado por empresas e repartições públicas, pesquisas apontam que não é só em 08 de março que devemos respeito a elas, sim todos os dias.

Neste texto, relembro do feminicidio (homicídio contra mulher) ocorrido no domingo passado (03) na cidade de Iretama , aonde a vítima Márcia Ferreira da Silva de 34 anos, foi morta pelo ex-namorado a facadas diante de sua filha e dentro da própria casa, a vítima possuía medidas protetivas impostas pela Justiça. O fato aconteceu faltando apenas 5 (cinco) dias para a data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres.

O caso de Márcia não é único no Brasil, conforme os dados divulgados pelo Monitor da Violência não existem locais seguros para as mulheres e a sociedade fecha os olhos para a estatística que reflete uma triste realidade enfrentada por muitas vítimas de violência.

Segundo o Monitor da violência, o número de homicídios femininos entre 2017 e 2018 reduziu em 6,7%, contudo, (ainda) trata-se de um número altíssimo de mulheres vítimas – cerca de 4.254 só em 2018, portanto, uma redução ínfima para um tipo de violência que deveria ser ZERO, pois, mesmo a edição de diversas leis, como Maria da Penha em 2006 e a Lei do Feminicídio em 2015, não houve significativa redução na mortalidade feminina.

Portanto, não só em 08 de março que se devemos proteger as mulheres, mas sim, todos os dias pois, a violência contra elas DEVE acabar de uma vez por todas, não aceite ser agredida e não tolere agressões contra elas.

Por: Luan Matheus de Sá Drancka

Advogado e Colunista
















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