Postado por Itma A. Iszczuk

A Ferrugem Asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é a doença mais severa para cultura.

É muito agressiva e, sob condições favoráveis, pode completar seu ciclo num período de 6 a 9 dias. 

Para causar a infecção em soja, o fungo necessita de molhamento mínimo de 6 horas, com um máximo de infecção ocorrendo sob condições de 10 à 12 horas de água sobre a folha; a temperatura ideal ocorre entre 15 e 28ºC (Circular Técnica 150 - Embrapa).


Para o controle da doença é importante associar diversas estratégias como vazio sanitário, utilizar cultivares resistência, quando disponíveis, realizar semeadura no início da época recomendada e realizar o controle químico com fungicidas.

A aplicação de fungicida deve ser feita nos primeiros sintomas ou preventivamente seguindo critérios técnicos, como presença da doença na região, condições climáticas favoráveis e ocorrência de outras doenças.


Para detectar a doença em seus estágios iniciais é necessário monitorar o patógeno e/ou doença.

Para monitor a doença, periodicamente, deve se coletar e observar folhas do terço inferior e/ou médio das plantas, principalmente nos locais de maior probabilidade de acúmulo de umidade. 

Já o monitoramento do patógeno cujas sementes (esporos) são disseminadas pelo vento, pode ser feito com auxílio de coletores de esporos, que permitem confirmar a sua presença antes do desenvolvimento dos sintomas na cultura.


Para monitorar a Ferrugem Asiática e orientar os agricultores sobre o momento da primeira aplicação de fungicida, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), vem conduzindo o Programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) em vários municípios do Estado do Paraná.

O propósito do Programa é demonstrar que é viável seguir critérios técnicos, para realizar o controle da ferrugem asiática, sem que isso comprometa a produtividade da lavoura de soja e que a lucratividade pode aumentar em razão da redução dos custos de produção.


Na presente safra de soja, dos 25 municípios da Região de Campo Mourão, 11 possuem coletores de esporos para auxiliar no controle da ferrugem asiática, totalizando 22 coletores.

No município de Engenheiro Beltrão, com área aproximada de 33.000 hectares de soja plantados, estão instalados 3 coletores, localizados nos Distritos de Sussui e Sertãozinho e na Comunidade Triangulo.

Na última troca de lâmina realizada na data de 28/11/2019, foi confirmado a presença dos primeiros esporos de Phakospora pachyrhizi, no coletor instalado no Distrito de Sertãozinho, as margens da PR 317. Na propriedade de 24,2 hectares do agricultor Arnaldo da Silva é cultivado com soja uma área de 20 hectares, lavoura esta que já se encontra em fase reprodutiva, mais precisamente no estádio R4, onde as vagens já estão completamente desenvolvidas.


Apesar de identificados e confirmados os esporos, ainda não foram observados sintomas foliares da doença, de modo que o produtor optou por aguardar a ocorrência das condições ideais ao desenvolvimento do fungo para realizar o primeiro controle com fungicidas, o que deverá ocorrer com as próximas chuvas previstas para o município.

Desta maneira a expectativa do produtor é reduzir ao menos uma aplicação de fungicidas em sua lavoura, contribuindo assim para uma maior rentabilidade da lavoura e uma melhor sustentabilidade ambiental para seu sistema de produção.


Esta é uma das propriedades assistidas pela EMATER, um trabalho que começa com a elaboração do projeto do custeio da lavoura, segue com as orientações de implantação da cultura, do manejo integrado de pragas, doenças e plantas Invasoras e segue até a colheita, com o monitoramento integrado da colheita.

O produtor ressalta que as informações e orientações recebidas pelos técnicos da Emater, facilitam a tomada de decisão na propriedade.


Para maiores informação acessar o site do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) www.emater.pr.gov.br no link ALERTA FERRUGEM ou direto no www.geoemater.pr.gov.br.


Fonte: Emater Engenheiro Beltrão