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QUALIDADE DE VIDA - NRE e Emater em parceria por melhorias em escolas do campo


O Instituto Emater e representantes do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Campo Mourão realizaram uma reunião ontem de manhã com professores, diretores e estudantes das 17 escolas do campo jurisdicionadas ao NRE. Pelo lado da Emater, o objetivo foi apresentar as principais políticas públicas dos governos do Estado e Federal pela melhoria da qualidade de vida dos moradores da zona rural. Já o Núcleo de Educação quer reduzir o índice de evasão escolar, aproveitando os programas de incentivo da Emater.

O gerente regional da Emater, Jairo Quadros disse que o governo do Estado garante vários programas de apoio aos moradores da zona rural, por meio da Emater. São beneficiadas famílias carentes com renda a partir de R$ 170,00. “Essa reunião com diretores e representantes das escolas do campo foi importante para que possamos levar ao conhecimento das famílias que moram na zona rural as políticas públicas oferecidas pelos governos do Estado e Federal, por meio da Emater”, disse Quadros.

Dentre os programas destacados pelo gerente da Emater estão o Família Paranaense, que tem como meta beneficiar 400 famílias na região até final de 2018, Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), que já beneficiou em torno de 700 famílias e tem mais 500 projetos protocolados na caixa econômica visando beneficiar mais famílias na região, foram citados ainda os programa trator solidário, de melhoria da fertilidade, de melhoria da trafegabilidade, leite das crianças, mercados institucionais entre outros. “Muitos não sabem, mas parte da merenda escolar que chega aos estudantes das escolas do campo é produzida por pequenos produtores, Sabemos que ainda não é suficiente,temos espaço para que mais produtores estejam produzindo, garantindo renda e melhoria da qualidade de vida também”, relatou.

A reunião no NRE reuniu também estudantes e membros de Associações de Pais, Mestres e Funcionários (APMF). A chefe do NRE, Rosimeire Aparecida De Caíres falou sobre a importância do incentivo de políticas públicas para incentivar os estudantes a permanecerem firmes nas escolas do campo. “Percebemos muita evasão escolar e a ideia dessa parceria com a Emater é dinamizar o ensino nas escolas, contextualizar de forma que o aluno se perceba como parte da escola, que ele queira estar na escola. O objetivo dessa parceria é também fazer com que os pais e a comunidade possam fazer parte da escola. Estamos buscando criar alternativas para nossas escolas, com ações à parte do currículo escolar”, explica Rosimeire.

A chefe do NRE cita como exemplo o programa PNHR - programa nacional de habitação rural, apresentado pelo Instituto Emater durante a reunião, e que tem uma importância social muito grande, quanto ao programa família paranaense “São 400 famílias a serem beneficiadasaté final de 2018 e a Emater tem dificuldade em levantar famílias que se enquadram neste programa no meio rural. Com essa parceria, temos o cadastro dos alunos na educação e sabemos quantos precisam de uma moradia ou de outras interversões e apoio das entidades na área rural. “Essa parceria vai possibilitar ajudar muita gente por meio dos programas e politicas publicas do governo do estado”, disse ela.

O NRE mantém 17 escolas do campo em nove municípios da região, as quais atendem cerca de 1.400 estudantes, para essas escolas ficou o desafio de fazer um plano de ação a longo prazo com definição das prioridades e responsabilidade compartilhada entre APMF, município e parceiros.

Um bom exemplo da parceria já existente comEmater é a Escola do Campo do distrito de Bourbônia (município de Barbosa Ferraz), A diretora Aparecida Fátima de Oliveira, disse que no ano passado iniciou na escola o Projeto Horta, mas as hortaliças não estavam tendo o desenvolvimento esperado.
Foi então que ela acionou técnicos da Emater, que estiveram na escola, levantaram os problemas e repassaram instruções. “As plantas não estavam vistosas, como era esperado. Comunicamos a Emater e o coordenador regional Clóvis José Rosa veio fazer uma palestra, quando falou aos alunos, inclusive aqueles que trabalhavam como o projeto Horta, fez uma análise da terra e passou as instruções necessárias”, contou a diretora.

O técnico da Emater ensinou a forma correta de fazer canteiro direcionou as medidas de intervalos dos canteiros e das mudas, época correta de plantio, entre outras instruções. “Agora estamos voltando a trabalhar com as crianças com base nas instruções da Emater. A análise mostrou que a terra é boa, mas o problema estava no processo de irrigação das plantas. Como estamos no fim do ano, vamos retomar esse projeto agora a partir de 2018 já com mais experiência para garantir uma melhor produção e obter umreforço na merenda escolar”.

Fonte- Clodoaldo Bonete- Tribuna do interior.
Apoio- Área de comunicação eventos e marketing- unidade regional do Emater de Campo Mourão.


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