Volta ao mundo pegando caronas

Eles são jovens, têm curso superior e um sonho em comum: conhecer o mundo pegando caronas. Matheus Batizzoco é natural de Ribeirão Preto/SP e professor de Sociologia e Filosofia. Thais Rirsch nasceu em São Paulo, e se formou em Ciências Biológicas. Tarini Ghizoni Ferreti é natural de Ivaiporã e formada em Turismo e Meio Ambiente.

Após um longo período de planos, os três criaram o projeto – No Rumo do Mundo, com o objetivo de dar a volta ao mundo, pegando caronas, por um período de dois anos – ou mais.

Na mochila, eles levarão o essencial. Tipo 7 peças de roupas e a tendência é adquirir e se desfazer conforme o país e as necessidades que surgirão. Por isso, a escolha do roteiro é bem pensada para evitar viajar a maior tempo apenas no inverno ou apenas no verão. Afinal, os aventureiros levarão nas mochilas barraca de acampamento e saco para dormir. E o peso? Nas costas!

Matheus Batizzoco e Thais Rirsch estiveram em Ivaiporã, na semana passada, quando vieram de Ribeirão Preto. O percurso durou 3 dias, pegando 7 caronas. Os jovens vieram conhecer os familiares de Tarini Ferreti, que é filha de José Carlos Ferreti e Tânia Maria Ghizoni Ferreti. Matheus Batizzoco e Thais Rirsch retornaram para Ribeirão Preto, onde aguardarão a colega Tarini Ferreti para seguir viagem, em abril, começando pelo litoral brasileiro – sentido região Nordeste/Venezuela.

Matheus Batizzoco
Por uma série de coincidências e contatos via redes sociais eles decidiram conhecer países, cidades e continentes – vivendo o máximo de experiências. Antes de pôr em prática o projeto, eles decidiram o roteiro e qual seria o melhor período para iniciar o sonho. “Partiremos na primeira semana de abril. Mas a viagem começa no Brasil, saindo pelo litoral paulista – sentido interior do Nordeste/Venezuela”, informou o jovem.

Matheus Batizzoco e Thais Rirsch pegaram 7 caronas entre Ribeirão Preto e Ivaiporã, durante 3 dias, porque recorreram às redes de hospedagem solidária. O objetivo da hospedagem solidária é diminuir os custos para quem viaja e garantir uma maior integração com a rotina de quem hospeda. “Nesse caso, usamos o couchsurfing, que é um serviço de hospitalidade com base na internet”, disse Batizzoco. A Couchsurfing é uma rede social que faz a ponte entre turistas que querem hospedagem gratuita durante uma viagem e pessoas que gostariam de receber visitantes. Criado, em 2003, o site www.couchsurfing.org tem 4 milhões de usuários.

Recentemente, Matheus Batizzoco e Thais Rirsch ficaram hospedados na cidade chamada Oriente/Estado de São Paulo. “A acolhida foi fantástica! A família que nos hospedou sugeriu ficarmos um dia a mais para comemorar o aniversário da filha do casal”, exemplificou Matheus Batizzoco.

Segundo os três aventureiros, essa proposta de viagem ganha cada vez mais adeptos, “porque é uma maneira mais acessível para viajar”. Matheus Batizzoco contou que, em princípio, juntaria dinheiro que permitisse dar a volta ao mundo. Mas por uma série de fatores tornou-se inviável – especialmente por causa do valor do dólar. “Depois, conversei com as meninas [Thais Rirsche e Tarini Ferreti] e elas concordaram que seria mais viável pedirmos caronas”.

Matheus Batizzoco fez mochilhões pelo Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina. “A partir dessas viagens aumentou o meu desejo de ampliar os horizontes”, referiu Batizzoco.

Tarini Ferreti
Ela contou que conheceu Thais Rirsch e Matheus Batizzoco, por meio do Facebook, após fazer postagem no grupo Muchileiro Turismo e confessar que gostaria de dar a volta ao mundo. “Passamos a conversa e descobrimos que tínhamos muitos pontos em comum. Eu trabalhava em Maringá, há um ano, onde pedi demissão do meu emprego, vendi as minhas coisas e fechei o apartamento. Agora, irei partir [risos]”, brincou Tarini Ferreti.

A jovem contou que a família demorou a assimilar a ideia de dar a volta ao mundo. “Faz tempo que os meus pais sabem que gostaria de conhecer o mundo. Mas nunca me levaram muito a sério. Ou seja, não acreditavam que eu teria coragem”, confessou Tarini Ferreti, que fez mochilhões pela Bolívia, Chile, Peru, Uruguai e Argentina.

“A parte da saudade da família vai ser difícil administrar. Mas estarei sempre em contato via redes sociais. E quem desejar pode nos acompanhar nessa aventura acessando e curtindo as nossas postagens pelo Instagram [No Rumo do Mundo], Facebook [No Rumo do Mundo] e Snapchat [No Rumo do Mundo] – aplicativo semelhante ao WhatsApp. “Em algumas cidades iremos oferecer divulgação nas nossas páginas em troca de hospedagem em camping ou hostel”, informou.

Tânia Ferreti confessou ao Paraná Centro que ela e o marido torcem para que dê tudo certo com a viagem dos jovens. “Os pais sempre ficam com o coração nas mãos. Mas confesso que admiro a coragem e a determinação da minha filha, porque ela sempre foi à procura das próprias realizações”, contou Tânia Ferreti. Segundo ela, o filho Pedro Augusto, 28 anos, também apoia a irmã, defendendo que Tarini Ferreti deve aproveitar.

Thais Rirsch
“Conheci o Matheus Batizzoco, há 12 anos, quando estudávamos cursinho, em Ribeirão Preto, e voltamos a nos ver, há 2 anos, por meio de redes sociais. Foi quando percebi que ele também sonhava conhecer o mundo”, lembrou Thais Rirsch.

Em janeiro, Thais Rirsch estava no México – viajando de carona, quando Matheus Batizzoco sugeriu pôr em prática a viagem em abril. “Queremos viajar de forma autossustentável fazendo e vendendo brigadeiro, e cartão postal, por exemplo”, explicou Thais Rirsch, que nunca trabalhou como bióloga, e sim na Caixa Econômica Federal, onde pediu demissão, após 4 anos de trabalho.

“Quando eu conhecer e viver o que sempre sonhei, voltarei para casa. Como não temos relacionamentos, filhos ou planta para regar, nada nos impede de realizar sonhos”, defendeu Thais Rirsch. “Esta é a hora de viajar sem nos preocuparmos com o tempo”, completou a bióloga, cogitando que um dia eles poderão criar vínculo com alguém e casar. Mas, enquanto não acontece: partiu mundo!

“Como não temos relacionamentos, filhos ou planta para regar, nada nos impede de realizar sonhos”. -Thais Rirsch

“Partiremos na primeira semana de abril. Mas a viagem começa no Brasil, saindo pelo litoral paulista – sentido interior do Nordeste/Venezuela”. -Matheus Batizzoco

“Faz tempo que os meus pais sabem que gostaria de conhecer o mundo. Mas nunca me levaram muito a sério. Ou seja, não acreditavam que eu teria coragem”. -Tarini Ferreti.

Fonte: http://www.paranacentro.com.br/
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