Iapar propõe novo sistema de produção para maracujá no Paraná



Os pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) propõem um novo modelo de produção de maracujá-amarelo como estratégia para enfrentar o vírus do endurecimento dos frutos, doença que pode inviabilizar a produção no Estado. A nova tecnologia será apresentada no Show Rural 2016, que será realizado na primeira semana de fevereiro, em Cascavel.

“É a saída que encontramos para enfrentar o problema”, explica Pedro Antonio Martins Auler, coordenador de pesquisas em fruticultura do Iapar. Transmitido por pulgões, o vírus do endurecimento dos frutos tem alto poder destrutivo. Além de duros, os frutos ficam pequenos e impróprios para comercialização; as folhas se tornam enrugadas e deformadas e a planta como um todo apresenta crescimento retardado e tem sua vida útil diminuída.

A produção de maracujá-amarelo é uma boa alternativa para a pequena agricultura familiar. O cultivo da espécie ocupa cerca de 1,2 mil hectares no Paraná e tem grande potencial para crescer, mas está ameaçado pelo vírus do endurecimento dos frutos, doença que já foi detectada nos principais polos de produção do Estado, segundo Auler.

NOVO MODELO – Pelo modelo proposto, o produtor faz o plantio das mudas em setembro, após o risco de geadas, e colhe entre os meses de dezembro a julho. Após a colheita, todas as plantas devem ser eliminadas para um período de vazio sanitário, no mês de agosto.

O objetivo dessa estratégia é reduzir a incidência do vírus nos primeiros meses após a implantação do pomar. “Assim, mesmo que ocorra a infecção mais tarde, já durante o ciclo, a produção não é prejudicada”, explica Auler.

Apenas para comparação, no sistema de produção atual os produtores colhem duas safras a partir de um só plantio. O pomar é implantado em setembro e os frutos são colhidos entre os meses de março a julho, a chamada “safrinha”. A segunda e maior colheita ocorre entre dezembro e o mês de julho do ano seguinte.

MUDAS E VAZIO SANITÁRIO – A chave do novo modelo é a utilização de mudas maiores, com cerca de um metro, que devem ser produzidas em ambiente protegido (telado) para evitar a presença dos pulgões e a consequente contaminação pelo vírus.

“A utilização de mudas com idade mais avançada, de cinco a seis meses, possibilita que a colheita se inicie em dezembro/janeiro e é um aspecto fundamental para a viabilidade econômica deste sistema de produção”, ressalta Auler.

Igualmente importante é a implantação do vazio sanitário, com a eliminação de todas as plantas de maracujá ao término do ciclo da cultura, no mês de agosto. Auler alerta, no entanto, que a prática deve ser adotada por todos os produtores de uma determinada região para garantir a eficácia do novo modelo.

PESQUISA – O novo sistema de produção de maracujá-amarelo foi desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, e vem sendo adotado com sucesso por produtores do Estado de São Paulo, onde a doença está presente há mais tempo.

No Paraná, o Iapar, em parceria com a Cooperativa Agroindustrial de Produtores de Corumbataí do Sul (Coaprocor) e a Emater, está validando a tecnologia desde 2014, quando a doença foi detectada em um pomar no município de Godoy Moreira.

O Iapar vem conduzindo experimentos para validação do modelo em Londrina e em Corumbataí do Sul, dois municípios representativos das áreas aptas ao cultivo de maracujá do Estado, conforme o zoneamento agrícola de risco climático do Ministério da Agricultura (Mapa).
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